28 de outubro de 2010
10 de outubro de 2010
Dia Dez/ Mês Dez/ Ano Dez
Postado por Raísa Caracas Mamed às 06:22 1 comentários"Por que todo mundo fica irritantemente idiota quando acha que é importante?"
Uuuhhh, que abuuuso! ¬¬
Bom... Oi geeente!!Eu não tenho nada de divertido pra contar hoje. Pra falar a verdade, há muito tempo que as coisas andam assim, zeradas. Talvez eu mude o nome do blog também, já que não tem nada aqui de constante mutação, minha vida continua a mesma sempre, e tudo se faz igual.
É tão chato ser sempre a mesma né? Gostar só de preto, ou só de rosa, é tão sem graça.
Agora, abre seu coração, olha pra dentro dele, e pensa; -Nossa, como eu pude gostar desse? E as coisas mudam, e você percebe o quão bom é ter tantas vidas.
O nosso tempo é curto, e não adianta ser apenas um, você pode escolher, pode ser quantos quiser. Por isso mude. Mude sempre!
Mude de telefone, de patrão, de opinião. Tenha amores, muitos amores. Entregue seu coração novinho, a cada um deles. E se ficar machucado, ferido, chore, cuide, e recomece.
Faça uma tatuagem, ou varias tatuagens (e depois até se arrependa delas). Pegue um ônibus qualquer, e vá pra qualquer lugar. Passe um dia na praia, sozinha. Construa novas amizades. Seja boa, seja má, seja o que quiser, quando quiser. Corra riscos. Faça valer cada minuto de sua vida.
Troque sua cor preferida, use cores vibrantes, seja feliz, ultrapasse seus limites, seja contra você.
Seja essa metamorfose ambulante!! É muito mais divertido do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...
;)
6 de outubro de 2010
2 de outubro de 2010
Não preciso de título hoje! ¬¬
Postado por Raísa Caracas Mamed às 16:05 1 comentáriosOlá!
Depois de alguns meses enrolada num relacionamento, que eu nem sei se é/foi digno de ser chamado de “relacionamento”, enfim, depois de alguns meses enrolada num casinho, finalmente acordei pra vida, resolvi que precisava me resolver de uma vez por todas, e foi o que eu fiz, me resolvi! Tô solteira! Bom, não sei se por muito tempo, pois não sou chegada a levar vida de mocinha encalhada, solitária, e muito menos de solteirona pirada, que pega geral nas baladas! Evidente que eu não quero qualquer coisa, muito pelo contrário, fiquei ainda mais exigente. Por enquanto também não quero pensar nisso.
Bom, mudando de assunto. Hoje eu fiz a inscrição do vestibular da UESB. Tô tão animada, contente, e confiante. Tenho estudado as provas da consultec, já que vou fazer UESC também. E agora só me resta acreditar, e confiar no meu taco. Anteontem eu peguei os contos de Machado de Assis – papéis avulsos - li todos, e terminei hoje. Acho que deu pra interpretar legal. Daqui pro ano que vem eu transformo esse blog no “diário de uma vestibulanda”... Uahsuahs
Minha memória não é lá essas coisas, esqueço tudo. Aí nesse impasse o que me resta? Cursinho! Encarar mais um ano estudando leis de Newton, filos, Senos e tangentes... As piadas repetidas, a pornofísica de Naldão, e tantas outras coisas... Talvez eu faça um depoimento depois, da vida de uma vestibulanda! Pra contar todas as minhas aventuras no cursinho, minhas noites perdidas, sem falar nos sonhos, cada um mais cabuloso do que o outro, alguns até com os personagens dos livros de historia. Acredita que eu sonhei pegando o Carlos Magno?! Juro! Até já tinha sido casada com Seu Cipriano Barata! E por falar em cursinho, olha que esse ano eu tenho me comportado muito bem, já até elaborei minha cartinha para o Papai Noel. "Querido Papai Noel, fui uma boa menina durante o ano, e gostaria de passar no vestibular... POR FAVOOOOOOOOOOOOOOOOOOR!! Me comportei direitinho. Olha, o senhor lembra que eu parei antes da faixa de pedestre, no sinal vermelho, ajudei velhinhos, colaborei com alguns serviços sociais (não lembro exatamente quais foram, mas devo ter feito), lembra das inúmeras vezes que eu usei as palavrinhas mágicas... Licença, por favor, obrigada... Lembra senhor, lembra?! Então, pelamor de DEUS, seja bonzinho!
Vou embora agora. Volto com notícias!
Beijos!
Em constante mutação!
9 de setembro de 2010
TPM - Tente Perturbar Menos
Postado por Raísa Caracas Mamed às 19:27 0 comentários
Perdi o sono, e resolvi escrever alguma idiotice pra passar o tempo. Tô com vontade de escrever, mas tenho pouca coisa pra dizer!
Já passei aqui umas 10 vezes hoje, clico em 'nova postagem', e fico parada no tempo, olhando pra tela do computador e pensando no que escrever.
Em constante mutação!
1 de setembro de 2010
Ano Novo... Ê!
Postado por Raísa Caracas Mamed às 07:57 0 comentáriosÉ menos um ano para "viver sobrevivendo" nesse mundo onde a ganância impera, o materialismo consome, e o amor mata. Não! Não estou deprimida. Muito pelo contrário, estou muito feliz. Feliz por DEUS ter me presenteado a vida, e mais uma familia ótima, um lar de paz, um emprego, e excelentes amigos!!
É meio que nossa tradição parabenizar, e fazer votos de paz, prosperidade, amor, e tudo mais... Isso é muito bom. Bom não! Maravilhoso. Receber o carinho da familia, dos amigos, e colegas de trabalho. Nossa! Tô super feliz.
Eu fico radiante só de pensar que posso contar com tanta gente boa!
Esse clichê de não confiar nas pessoas - felizmente - não faz parte dos meus paradigmas. Eu confio sim! E confio muito!
Ganhei tanto presente, tanto abraço, e um em especial, dos meus pais. Não pensem que eu conheci a disney, ou ganhei um super notebook cor de rosa. Nããão! Eu ganhei uma felicitação, um discusso (pra ser mais direta). E entendi o quanto eles se orgulham de mim...
Minha familia é mesmo maravilhosa, e incrível. Meu pai é meu herói, o superman da minha vida, e mãinha, minha mulher maravilha. E o que eles já fizeram por mim até hoje, é... É sem definição! Bom, enfim, hoje é meu aniversário. Sou presenteada a cada instante com a existência. Sou presenteada a cada dia com os amigos, com a família, com a natureza, com tudo! Não preciso de mais nada. Portanto, se posso fazer um desejo antes de apagar as 20 velinhas, esse ano vou somente agradecer... Lá vai:
"Ainda tenho dividas com DEUS. Eu gostaria de agradecer todos os dias, mas sou falha, e não sou hipócrita em dizer que agradeço. Sou grata por ter sido acolhida em tantos braços, e corações. Por esses, que hoje são os pedaços de mim, que me formam a cada dia. Sou eternamente grata pela minha educação, e por tudo o que me foi dado até hoje, por todas as minhas vitórias já finalizadas, e por todas as outras que estão por vir. Por nós, por tudo, obrigada Deus! ''
Feliz aniversário pra mim!
=D
Ah, e o que seria de mim sem vocês, amigos?
A amizade é o que há de mágico nesse mundo!
Amo, amo vocês!
Em Constante Mutação!
30 de agosto de 2010
Melhor não ler...
Postado por Raísa Caracas Mamed às 18:38 0 comentáriosSem contar que não pretendo fazer um texto revoltante hoje, o título é só uma estratégia pra chamar a atenção dos meus leitores, milhaaaares (ran ran ran)...
Tenho feito minha auto análise de rotina, e alguns diagnósticos me assustaram. Admito!
Bom, notei que já não sou mais tão seletiva. Será que eu cheguei aos 30 antes do tempo?!
Bom, o fato é que eu já fui mais exigente, em relação a varias coisas, mas principalmente no quesito HOMEM. Esse, é o que pega!
Um dia eu postei aqui, aqui mesmo, sobre as minhas exigências. Chegava ao ponto de não haver alguém nesse mundo capaz de ser bom o suficiente para eu apontar e dizer; É esse!
Qualquer mancada, qualquer que fosse, era o suficiente para eu desistir. Hoje, eu sou tão maleável, tenho aceitado tanta coisa, tantos erros. E digo mais, fui bem mais feliz!
Hoje eu posso dizer que conheço um pouco (muito pouco) do universo masculino. hahaha! Todo mundo tem uma cassetada de defeitos, e é normal, ora. Há coisas relevantes numa vida a dois. Claro que, se ele for um super mau caráter, galinha, pegador, e tudo mais... Vai me fazer sofrer, é lógico! Aí já é masoquismo emocional. E se ele não serve pra ser meu namorado, poxa, a amizade continua, e bola pra frente né?! O que não falta por aí é gatinho solteiro dando mole... Enfim, o importante é tentar... Viver, e ser feliz!
Eu também tenho notado que minha vidinha tem sido a mesma, há bastante tempo.
Isso pra mim, é uma mudança TOP.
Ô, sério!
Antes, eu cansava de alguma coisa, quando se entendia por obrigação. E hoje, eu tenho rotina, e aceito isso muito bem, e gosto, até sinto falta!
Eu acho que sou mais responsável agora.
Fico aqui estudando meus pensamentos, e passo a entender meus sentimentos, observo minha personalidade mudar. Consigo saber que estou rumando para ser uma mulher totalmente diferente. E isso é fascinante! Tenho tantos planos para essa nova Raisa que está nascendo. Ela, na minha cabeça, é alguém tão mais divertida! Tão madura, e prudente! Além do mais, ela é imensamente FELIZ. É isso, a vida é mesmo uma caixinha de surpresa!!
Dois dias para eu ficar mais velhinha. Chegando aos 20, finalmente!
Eu achava mó coisa de gente grande dizer que o tempo estava passando rápido.. Afinal de contas, quando se é criança, pensa; -Rápido? Esse povo só pode tá de brincadeira, poxa, esse natal não chega é nunca pra eu ganhar minha bicicleta!
Hehehe!
Que coisa engraçada é essa vida. A gente se preocupa tanto com esse futuro incerto... Pensa, pensa, e repensa. Faz planos, e desfaz, ou ele se desfaz consequentemente, e tudo muda, ou nada muda.
Eu sei que devo tomar grandes decisões, e pensar nos proximos 10, 20 anos. Mas meu futuro hoje, são os proximos 5 minutos. Poxa vida, já pensou se você vive pensando, e tomando atitudes pro futuro?? Que coisa mais chata!
Viver com prudência é indispensável para uma vida saudável, mas esquecer de viver é um crime!!
Tô aqui, disposta... Quero viver, simplesmente!
"Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos... E não há tempo que volte amor, vamos viver tudo o que há pra viver... Vamos nos permitir..."
Beijos e ponto final!
Em constante mutação =*
13 de agosto de 2010
Sexta-feira 13... =(
Postado por Raísa Caracas Mamed às 14:34 0 comentáriosSabe o que é passar o dia todo a base dos jingles de campanha politica?!
Gente, é muuuito chato... Fala sério.
Toda sexta feira treze me lembra uma eterna melhor amiga, a Keysa, que é meio bruxa... Aliás, meio não, ela se diz bruxa mesmo. Bom, eu não acredito piamente nessas coisas, mas há quem diga que ela é mesmo, herança de familia e tudo mais. Faz muito tempo que não nos falamos, assim, pessoalmente, ela foi embora com a família, morar em São Paulo.
Nos conhecemos na escola, quando cursávamos a oitava serie. Ela era meio metida a roqueira, e eu também. E tudo começou quando fomos escaladas pra fazer um trabalho juntas. Eu lembro que era um trabalho de português, sobre as tribos urbanas. Cada equipe era responsável por uma tribo, tinha a dos happers, das patricinhas, hippes, e um monte de tribo jovem. Nós ficamos com a tribo dos roqueiros. Bom, nessas reuniões de equipe passamos a nos conhecer, e construímos uma amizade implacável. Éramos as roqueiras da sala, mas nem por isso tínhamos um rendimento ruim. Nesse trabalho por exemplo, o nosso grupo foi o melhor.
Bom, isso até a metade do ano...
Depois conhecemos uma dessas tribos fora da escola. E passamos a matar aula todos os dias. Era muito rock'n roll, mas nada de sexo, nem drogas, tá gente?!
Depois de um tempo, a coisa foi ficando mais sinistra, e a gente passou a cultuar umas coisas estranhas. Ela, na realidade, já era meio bruxa, e eu fui entrando no clima também. Passamos a fazer visitas ao cemitério nos finais de semana, criamos uma coleção de santinhos, e isso virou rotina. Até que um dia, quando saiamos de lá, encontramos um desses "amigos" da tribo, que não era muuito conhecido nosso, mas já tínhamos visto em algum lugar, e já era consideravelmente confiável. Daí, ele convidou pra uma reuniãozinha na casa de um deles, disse que era ensaio de uma banda de rock, e a gente retrucou no inicio, mas logo aceitamos o convite. Não lembro o horário exatamente, mas nunca chegávamos depois dass 19h, pois Keysa tinha que ir para Igreja com a família. A principio senti um pouco de medo, bateu uma angústia repentina, sabe?!
Mas a gente foi, mesmo assim. Eu lembro bem, era uma casa na esquina, de dois andares, só se ouvia o som da bateria, e parecia mais um show de rock pela quantidade de gente estranha na porta. Embora a maioria das pessoas soubessem de nós, não existe roqueiro simpático, e mesmo que soltássemos o mais agradável dos sorrisos, talvez fosse até motivo de chacota. Então ficamos ali, no ponto neutro da situação, aguardando orientação, ou atenção de algum cara esquisito. Ficamos sozinhas na maior parte do tempo. Até aparecer um tal de... Acho melhor não citar nomes!! Enfim, apareceu o cara mais simpático, o único simpático naquele lugar cheio de gente fechada. E diferente dos roqueiros - tradicionais roqueiros - ele não usava preto, nem calça rasgada, e também não era tão novo quanto a maioria, mas ele se dava bem com todo mundo, e tirava sorrisos das pessoas, era divertido, fumava um cigarro, e tomava uma coisa forte ao mesmo tempo. Foi o único a falar com a gente, e nos deu orientação (a gente precisava disso).
Bom, pra falar a verdade era como se eu estivesse vivendo um daqueles documentários sobre a vida de um drogado. O prédio era horrível, a escada era suja, fedia a mijo, a tudo que é porcaria, aquilo tudo fedia a irresponsabilidade. Por um momento eu pude entender que ficava sério a cada degrau que eu subia. Ele sempre atencioso com as pessoas, olhava pra gente, conversava, e eu de alguma maneira me sentia segura com aquele homem, protegida. E pelos cantos da escada... Nossa, aquilo sim, era sujo. Casais esquisitos se beijavam como se não fossem vistos, mulheres sem pudor, que nos olhavam dos pés a cabeça, como se aquilo fosse ameaçador pra elas. Nós, aquele homem, subindo aquelas escadas. Aquilo era de fato ameaçador.
Acreditem, foi só o primeiro de muitos outros ensaios. E não vou negar que foi divertido, foi diferente, e nos dava uma sensação estranha de liberdade, e medo. Era bom, ao mesmo tempo angustiante. Bom, a gente entendeu que não sabia bulhufas do que era rock'n roll, que aquilo ali era de verdade. Por todos os cantos, sentados por todos os lados, pessoas de todos os jeitos. Gente quieta, sozinha, de olho fechado, introspectiva, gente eufórica, mulher com cigarro entre os dedos, os músicos concentrados, como se aquilo fosse de verdade. Tá... Aquilo era de verdade!
Éramos as excluídas, as estranhas diante de tanta gente estranha. Éramos talvez as únicas a recusar bebida, e dizer; -Não, obrigada, eu não bebo! As únicas a "se fazer" do que não era, no lugar onde todos eram, e estávamos prestes a ser.
Chegamos em casa no horário, Keysa chegou a tempo de ir para igreja com a família, alegando que havia passado a tarde com a galera da escola, e eu pude dar outra desculpa esfarrapada pra minha mãe. E no começo foi sim, mas depois passamos a perder os horários, Keysa faltava a igreja, e tudo se complicou. Há muito tempo a gente não aparecia na escola, já tínhamos vários amigos na tribo, e conseguimos o respeito da maioria dele. Fizemos dos ensaios nossa rotina nos finais de semana . As pessoas que antes eram estranhas, já sorriam pra nós, e nos aceitavam, aquilo ficava divertido a cada dia, mesmo que sem bebida, cigarro, beijo ousado nas escadas. Fazíamos parte da parte divertida, e estávamos repleta de um sentimento estranho, que era bom, e ao mesmo tempo sem definição. Bom, não ia demorar muito pra acontecer. Um dia ofereceram bebida, e a gente aceitou. Bebemos um pouco, mas eu ainda detestava bebida. Não entendia como aquelas pessoas tomavam aquilo o tempo todo, era ruim, amargo, ardia a garganta; Como alguém pode se auto flagelar desse jeito??!! Isso é horrivel! E sem falar no mal cheiro, que é insuportável. Mas também não demorou muito para que eu me acostumasse. O tempo "curou" isso também. Nunca gostei de qualquer tipo de bebida alcoólica, mas sempre segurava um copo pra não ficar totalmente por fora, dava umas bicadas de vez em quando, e enrolava até a hora de ir embora. Bom, até o dia em que Keysa resolveu provar o amargo na garganta de verdade. Segurou dezenas de copos durante o tempo em que ficamos lá, perdeu o controle, e eu de mãos atadas sem saber o que fazer, quando percebi já era tarde demais. Eu não ficava mais o tempo todo com ela, a gente já tinha liberdade pra sair e conversar com quem quisesse. Deu 19h, e ela já não se importava com a igreja, com a familia, e com o nosso contrato de "responsabilidade". A única coisa que ainda fazia algum sentido, era aquela conversa que só ela falava, e as pessoas riam. Perdeu a noção de tudo, e não parou mais de amargar a garganta, até que... Seu primeiro porre, da pior maneira possível, cheia de preocupação, e arrependimento. O homem simpático levou Keysa pra casa dele, chamou a mãe, e pediu ajuda. A mãe dele, indignada, porém gentil, e atenciosa. Abriu sua casa às tantas da madrugada, e nos acolheu, sem se importar com nossa procedência, sem se importar com nada. Agarrou Keysa pelos braços, arrumou uma cama, e cuidou dela, deu banho, e esperou ela melhorar. E aquilo tudo estava ali, diante da minha realidade. Aquela mulher, que era um anjo, aquele homem, que era estranho.
É... Antes eu tivesse tomado todas também, não teria tanta responsabilidade agora. Mas eu era a porta voz daquilo tudo. Como eu ia chegar em casa, e contar tudo pra mãe de Keysa?!
Eu não sabia. Muito menos o que dizer para os meus pais, que a essa altura do campeonato já tinham chamado a policia. E, não era pra menos... Aquele episódio foi o fim!
Keysa foi obrigada a trocar de escola, depois de um acordo entre nossos pais. E eu agora, era vigiada 24 horas por dia, sem direito a descanso. Mesmo assim não acompanhava mais os assuntos na sala de aula, não conseguia fazer amizade com ninguém, nem meus antigos colegas, que eram do mesmo grupo, e que só tirávamos notas boas... Nem esses, ninguém mais me queria por perto. E meu rendimento continuava péssimo. O tempo foi passando, e eu conheci outra menina na sala, que também era assim, feito eu, excluída. Então fizemos amizade, e passei a recuperar as notas. Voltei as boas com a sala inteira.
Um dia, quando eu estava indo pra casa, cruzei o caminho de Keysa, e a mãe. Eu notei que ela fez um sinal com os olhos, mas não deu pra entender. Depois vi um papel cair no chão, ela olhou pra trás, e depois pro papel, e fez sinal que era pra mim. Era tudo que eu não queria. Até pensei de não voltar pra buscar, pensei em deixar lá, e nunca saber o que tinha escrito. Mas eu fui, li, e era um plano para que pudéssemos conversar. Até que deu certo!
Passamos a nos falar depois da aula. E não demorou para que voltássemos a sair. Dessa vez, além de nós, a menina da minha sala, Ana Paula. A caminho de uma dessas saidas, encontrei um amigo de meia infância, que há muito tempo não o via, e Keysa nem o conhecia ainda. Notei que ele estava nessa de curtir um rock também. Camisa preta, não tirava o cigarro da boca enquanto conversávamos, trocamos algumas palavras, e ele saiu. O nome dele... George, tinha 18 anos, e um belo par de olhos verdes. E ele quem será o grande amor da vida de Keysa daqui pra frente. Adivinha só quem planejava as saidas as escondidas? Dou um doce pra quem acertar! Se já não bastava estarmos proibida de falar, Keysa estava proibida de namorar George também. Bom, assim como as coisas não demoram para acontecer aqui... A mãe de Keysa chegou ao ponto de aceitar o namoro deles, e até nossa amizade. Mas com uma condição; George freqüentaria a igreja, e a gente só se encontrava na minha casa, ou na casa dela. Foi o que fizemos, e George aceitou a condição de ir a igreja. Parou de usar camisa preta, arrumou um emprego com o tio, e eu me recuperava na escola. Isso porque eu já estava namorando, perdidamente apaixonada, e ele foi pedir ao meu pai para namorar comigo. Lembra do homem simpático, do prédio? Então, era ele! Meu pai, evidentemente não deixou, mas prometeu que eu poderia namorar se passasse de ano. O meu pai sugeriu isso, mas acreditava que seria impossível eu passar de ano, pois detestou a ideia de ter a filha namorando um roqueiro, ainda por cima bem mais velho. Mesmo assim ainda ficávamos as escondidas, ele detestava, mas se arriscava por mim. Era tão inteligente, compreensivo, eu o adorava, mas antes de terminar o ano, eu não quis mais, e terminei. Vai entender... Meninas de 16 anos tem o poder de deixar os homens apaixonados! Bom enquanto isso, Keysa se dava super bem com George, e dos dois nasceu um tipo de amor que nunca vi antes. Um amor diferente de todos que já vi, uma coisa que ninguém soube explicar até hoje. Era singelo, doce, era meigo, e ao mesmo tempo malicioso. Eu não sei o que era. Parecia mágico. Tem uma cena que nunca vou esquecer, no aniversário de George - eles ainda estavam namorando as escondidas - a gente dividia um guarda chuva pequeno, quase sem espaço, a chuva só aumentava, e o espaço ficava cada vez menor. Eu corri pra me proteger da chuva, mas eles soltaram o guarda chuva, se abraçaram, e ficaram ali. Aquela imagem congelou. Era como se tivesse uma luz entre eles, era coisa de DEUS. É inexplicável. Parece uma coisa idiota, os dois abraçados na chuva... O que tem de mais nisso né?! Mas havia alguma coisa que fugia desse mundo. Não parecia de verdade! Até a mãe dela, se surgisse naquele momento, furiosa, era capaz de amolecer o coração, e ficar ali assistindo, estática!
Bom, o texto ta ficando enorme. Deixa eu terminar logo...
Eu odeio lembrar esse fim. Mas já que comecei... Bom, Keysa brigou com George, por algum motivo que eu não lembro. E ele, por algum outro motivo, se sentiu na obrigação de ir a uma festa de rock com os amigos, talvez descarregar toda a sua raiva, e amargura. Arrumou uma briga lá, e foi preso. Até hoje ninguém entende como a mãe de Keysa soube disso, mas tomou uma decisão. Decidiu que ia embora com a familia, pra São Paulo. Decidiu se ver livre de tanta preocupação. Então, Keysa procurou George, e terminou tudo com ele. Ele me procurou antes do natal, e disse que não sabia o que fazer, já que não tinha mais nada na vida, havia perdido tudo, inclusive Keysa, que era a unica coisa que ainda fazia algum sentido. Madrugada do dia 24 de dezembro, natal, eu procurei George por todas as pracinhas, por todas as casas de amigos, por todos os cantos, e nada. Talvez estivesse em casa, com a familia. Mas um dos amigos disse que havia encontrado o pai dele bebado, num boteco. Ele não era a pessoa mais comunicativa, mas gostava de brincar, e ficar perto dos amigos, gostava de conversar, contas bobagens, falar de Keysa. Gostava de viver! Bom passou-se o natal, George não apareceu em nenhuma pracinha, não apareceu aqui em casa, não apareceu na casa de Keysa, e não apareceu na casa de ninguém.
Mais ou menos 09:00h da manhã do dia 25 de dezembro, não sei bem como descrever o que isso significou pra mim. Não sei como contar o pior dia da minha vida. Não sei de que jeito dizer que o grito de Keysa, ajoelhada na minha porta, foi a pior coisa que já escutei na minha vida inteira. Ela chorava igual criança, gritava feito uma mãe desesperada quando perde um filho, ela sentia a dor de quem perdeu o amor da pior maneira possível. Ela não precisou me contar nada, assim que olhou pra mim, em prantos, eu pude sentir. George se matou!
Meu post termina aqui, meu rosto está molhado agora, e eu odeio lembrar disso. Odeio! Talvez esse post esteja agora entre as centenas de rascunhos...
Não, meu post não termina aqui. George não sabe, nem nunca vai saber. Mas pra uma menina de 16 anos, isso não foi nada fácil. E eu passei muito tempo até me recuperar, busquei tirar o amargo que havia deixado em minha vida, esquecer de todas as angustias, de todo o mal que isso me fez. E consegui!
Fim!
30 de julho de 2010
Obras do Todo Poderoso?
Postado por Raísa Caracas Mamed às 08:02 0 comentáriosCoincidência, destino, acaso, predestinação...
Eu ainda não sei como chamar, a forma como nos conhecemos, chega a ser um tanto engraçado! Rsrsrs
Eu não costumo adicionar no msn pessoas que não conheço, e vc não aceita ninguém que não saiba a procedência...
Más, o que me atraiu até o seu blog? E o que Fez vc me aceitar achando que eu era outra pessoa? Não sei.. só sei que foi assim! =p
Como deixei de ser um simples bisbilhoteiro do seu blog e hoje faço até postagem dele? Tbm não sei.. hahaha
Não sei como em tão pouco tempo fizemos tamanha amizade...
Compartilhamos nosso dia, lembramos do outro quando vamos a seu bairro, sentimos a falta no MSN quando o outro não está e até participamos do sonho ( por essa eu não esperava).. e ainda mais... nos permitimos fazer invasão em Orkut e postes em blog um do outro! Haushauhsuh
Espero que esse nosso carinho e amizade durem por muuuuitos anos! =)
Adoooooru vc !
Emerson Soares
5 de julho de 2010
Quando me amei de verdade...
Postado por Raísa Caracas Mamed às 17:39 0 comentáriosE então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!
Kim McMillen.

