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9 de setembro de 2010

TPM - Tente Perturbar Menos

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Perdi o sono, e resolvi escrever alguma idiotice pra passar o tempo. Tô com vontade de escrever, mas tenho pouca coisa pra dizer!
Já passei aqui umas 10 vezes hoje, clico em 'nova postagem', e fico parada no tempo, olhando pra tela do computador e pensando no que escrever.
Se me pintasse uma certa coragem de contar o que se passa nessa minha cabeça hoje... Rai ai... Eu, você e o mundo, estaríamos no abismo da loucura. Gente, tô vivendo aqueles dias...
Sempre tive problemas serissimos com TPM, coisas estrombólicas. Você deve estar pensando; -Que diabo's essa menina tá falando? Bom, eu também não sei. Mas acontece que eu já disse que tô afim de contar coisas idiotas hoje. Tá, claro que eu não vou ficar aqui contando aventuras de uma TMP apocalíptica, mas deixa eu desabafar, faz favor!
Essa semana foi assim... Minha bolsa tá a maior bagunça, uma zona, tem em média 50 saquinhos de bala, chiclete, chocolate, e guloseimas de todos os jeitos. Eu não paro mais de comer, e de chorar, todos os dias!
O chororô é um dilema. Hoje de manhã, antes de sair para o trabalho, perdi o celular umas 4 vezes, e todas as vezes eu me acabei de chorar. Choro, choro muito. Aí eu paro, procuro a morrer o celular, depois eu acho, enxugo a meleca do rosto, faço outra maquiagem, e mais tarde isso se repete... Joguei o celular na bolsa... Cadê? Perdeu! Desespero bateu, procuro o celular, depois me canso de procurar, choro de novo, achei o celular, enxugo o rosto, perco de novo... E por aí vai! Faz algum sentido isso?? -Não né?! Eu sei!
Meu irmão, pobrezinho, sofre! É nele que eu descarrego todo o meu nervoso. Enquanto eu procuro o celular, por todos os cantos, feito louca, estérica, desesperada, ele liga o computador, estica as pernas, e fica batendo papo no msn, rindo, como se nada estivesse acontecendo... Aíííí ele não sabe, mas acaba comiiigo! Eu começo a pensar que o computador me irrita, e faço de tudo pra ele desligar.
-Desliii-ga esse computador, agoooo-ra!
-(silêncio)
-Tá ouvindo não? Desliga!
-Ah bom, você perde suas coisas e vem pra cá... Brigar comigo!
-Desliga!
-Eu não! O que eu, e o computador, tem a ver com isso?
-Eu não sei! Mas desliga!
-Ah bom, por que?
-Porque eu tô mandando você desligar! Desliga agora!
Ele desliga!
Aí eu já não tenho mais nada pra fazer, não tenho ninguém pra brigar, fico entediada, e choro até cansar. Quando canso de chorar, ele pergunta se achei o celular, e eu lembro de novo do celular, aí eu choro, até achar, e cansar!
É um inferno!
Ninguém gosta de TPM, e eu menos ainda, porque às vezes eu tomo atitudes que não tomaria em dias "normais". E eu sou um tanto desequilibrada nesses dias, tudo pra mim é catastrófico, é o extremo... Sofro demais, sorrio demais, tudo demais. Sinto pena das pessoas na rua, sinto falta de alguém que foi embora, fico pensando nas coisas que já vivi. Sem falar que as coisas comigo funcionam de um jeito extremo mesmo. Eu sei, e você também sabe, que toda mulher normal passa por isso, mas eu aposto que há coisas que só acontecem comigo nessa vida, é incrível, e é verdade.
Sério. Depois de passar por tudo isso de manhã, depois de ficar presa no banheiro de uma farmácia, de ter um dos piores dias da minha vida, de pedir definitivamente demissão no trabalho, e de quebrar o zipper da calça, eu fugi de uma blitz.
Então... Já chega né, Deus? Paguei penitência demais essa semana.

Em constante mutação!

1 de setembro de 2010

Ano Novo... Ê!

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Enquanto eu pensava no que escrever hoje, mil coisas passavam pela minha cabeça, lembranças dançavam, saudades pediam licença para entrar, fotos, muitas fotos faziam fila para aparecer. E todas elas só queriam uma unica coisa, dar as boas vindas aos meus 20 anos, que acabaram de chegar. Ê, menos um!
É menos um ano para "viver sobrevivendo" nesse mundo onde a ganância impera, o materialismo consome, e o amor mata. Não! Não estou deprimida. Muito pelo contrário, estou muito feliz. Feliz por DEUS ter me presenteado a vida, e mais uma familia ótima, um lar de paz, um emprego, e excelentes amigos!!
É meio que nossa tradição parabenizar, e fazer votos de paz, prosperidade, amor, e tudo mais... Isso é muito bom. Bom não! Maravilhoso. Receber o carinho da familia, dos amigos, e colegas de trabalho. Nossa! Tô super feliz.
Eu fico radiante só de pensar que posso contar com tanta gente boa!
Esse clichê de não confiar nas pessoas - felizmente - não faz parte dos meus paradigmas. Eu confio sim! E confio muito!
Ganhei tanto presente, tanto abraço, e um em especial, dos meus pais. Não pensem que eu conheci a disney, ou ganhei um super notebook cor de rosa. Nããão! Eu ganhei uma felicitação, um discusso (pra ser mais direta). E entendi o quanto eles se orgulham de mim...
Minha familia é mesmo maravilhosa, e incrível. Meu pai é meu herói, o superman da minha vida, e mãinha, minha mulher maravilha. E o que eles já fizeram por mim até hoje, é... É sem definição! Bom, enfim, hoje é meu aniversário. Sou presenteada a cada instante com a existência. Sou presenteada a cada dia com os amigos, com a família, com a natureza, com tudo! Não preciso de mais nada. Portanto, se posso fazer um desejo antes de apagar as 20 velinhas, esse ano vou somente agradecer... Lá vai:

"Ainda tenho dividas com DEUS. Eu gostaria de agradecer todos os dias, mas sou falha, e não sou hipócrita em dizer que agradeço. Sou grata por ter sido acolhida em tantos braços, e corações. Por esses, que hoje são os pedaços de mim, que me formam a cada dia. Sou eternamente grata pela minha educação, e por tudo o que me foi dado até hoje, por todas as minhas vitórias já finalizadas, e por todas as outras que estão por vir. Por nós, por tudo, obrigada Deus! ''

Feliz aniversário pra mim!

=D

Ah, e o que seria de mim sem vocês, amigos?
A amizade é o que há de mágico nesse mundo!
Amo, amo vocês!



Em Constante Mutação!

30 de agosto de 2010

Melhor não ler...

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Eu poderia escrever no diário, ou em qualquer outro lugar, já que eu adverti que é melhor nem ler! Porém, eu me sinto mais viva quando escrevo aqui. É que me resta uma ligeira impressão de que alguém me escuta de vez em quando. (ó...) hahaha!
Sem contar que não pretendo fazer um texto revoltante hoje, o título é só uma estratégia pra chamar a atenção dos meus leitores, milhaaaares (ran ran ran)...
Tenho feito minha auto análise de rotina, e alguns diagnósticos me assustaram. Admito!
Bom, notei que já não sou mais tão seletiva. Será que eu cheguei aos 30 antes do tempo?!
Bom, o fato é que eu já fui mais exigente, em relação a varias coisas, mas principalmente no quesito HOMEM. Esse, é o que pega!
Um dia eu postei aqui, aqui mesmo, sobre as minhas exigências. Chegava ao ponto de não haver alguém nesse mundo capaz de ser bom o suficiente para eu apontar e dizer; É esse!
Qualquer mancada, qualquer que fosse, era o suficiente para eu desistir. Hoje, eu sou tão maleável, tenho aceitado tanta coisa, tantos erros. E digo mais, fui bem mais feliz!
Hoje eu posso dizer que conheço um pouco (muito pouco) do universo masculino. hahaha! Todo mundo tem uma cassetada de defeitos, e é normal, ora. Há coisas relevantes numa vida a dois. Claro que, se ele for um super mau caráter, galinha, pegador, e tudo mais... Vai me fazer sofrer, é lógico! Aí já é masoquismo emocional. E se ele não serve pra ser meu namorado, poxa, a amizade continua, e bola pra frente né?! O que não falta por aí é gatinho solteiro dando mole... Enfim, o importante é tentar... Viver, e ser feliz!
Eu também tenho notado que minha vidinha tem sido a mesma, há bastante tempo.
Isso pra mim, é uma mudança TOP.
Ô, sério!
Antes, eu cansava de alguma coisa, quando se entendia por obrigação. E hoje, eu tenho rotina, e aceito isso muito bem, e gosto, até sinto falta!
Eu acho que sou mais responsável agora.
Fico aqui estudando meus pensamentos, e passo a entender meus sentimentos, observo minha personalidade mudar. Consigo saber que estou rumando para ser uma mulher totalmente diferente. E isso é fascinante! Tenho tantos planos para essa nova Raisa que está nascendo. Ela, na minha cabeça, é alguém tão mais divertida! Tão madura, e prudente! Além do mais, ela é imensamente FELIZ. É isso, a vida é mesmo uma caixinha de surpresa!!

Dois dias para eu ficar mais velhinha. Chegando aos 20, finalmente!
Eu achava mó coisa de gente grande dizer que o tempo estava passando rápido.. Afinal de contas, quando se é criança, pensa; -Rápido? Esse povo só pode tá de brincadeira, poxa, esse natal não chega é nunca pra eu ganhar minha bicicleta!
Hehehe!
Que coisa engraçada é essa vida. A gente se preocupa tanto com esse futuro incerto... Pensa, pensa, e repensa. Faz planos, e desfaz, ou ele se desfaz consequentemente, e tudo muda, ou nada muda.
Eu sei que devo tomar grandes decisões, e pensar nos proximos 10, 20 anos. Mas meu futuro hoje, são os proximos 5 minutos. Poxa vida, já pensou se você vive pensando, e tomando atitudes pro futuro?? Que coisa mais chata!
Viver com prudência é indispensável para uma vida saudável, mas esquecer de viver é um crime!!
Tô aqui, disposta... Quero viver, simplesmente!

"Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos... E não há tempo que volte amor, vamos viver tudo o que há pra viver... Vamos nos permitir..."

Beijos e ponto final!

Em constante mutação =*

13 de agosto de 2010

Sexta-feira 13... =(

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Hoje o dia foi de bruxa mesmo, de chuva, e de... uuuffa!
Sabe o que é passar o dia todo a base dos jingles de campanha politica?!
Gente, é muuuito chato... Fala sério.
Toda sexta feira treze me lembra uma eterna melhor amiga, a Keysa, que é meio bruxa... Aliás, meio não, ela se diz bruxa mesmo. Bom, eu não acredito piamente nessas coisas, mas há quem diga que ela é mesmo, herança de familia e tudo mais. Faz muito tempo que não nos falamos, assim, pessoalmente, ela foi embora com a família, morar em São Paulo.
Nos conhecemos na escola, quando cursávamos a oitava serie. Ela era meio metida a roqueira, e eu também. E tudo começou quando fomos escaladas pra fazer um trabalho juntas. Eu lembro que era um trabalho de português, sobre as tribos urbanas. Cada equipe era responsável por uma tribo, tinha a dos happers, das patricinhas, hippes, e um monte de tribo jovem. Nós ficamos com a tribo dos roqueiros. Bom, nessas reuniões de equipe passamos a nos conhecer, e construímos uma amizade implacável. Éramos as roqueiras da sala, mas nem por isso tínhamos um rendimento ruim. Nesse trabalho por exemplo, o nosso grupo foi o melhor.
Bom, isso até a metade do ano...
Depois conhecemos uma dessas tribos fora da escola. E passamos a matar aula todos os dias. Era muito rock'n roll, mas nada de sexo, nem drogas, tá gente?!
Depois de um tempo, a coisa foi ficando mais sinistra, e a gente passou a cultuar umas coisas estranhas. Ela, na realidade, já era meio bruxa, e eu fui entrando no clima também. Passamos a fazer visitas ao cemitério nos finais de semana, criamos uma coleção de santinhos, e isso virou rotina. Até que um dia, quando saiamos de lá, encontramos um desses "amigos" da tribo, que não era muuito conhecido nosso, mas já tínhamos visto em algum lugar, e já era consideravelmente confiável. Daí, ele convidou pra uma reuniãozinha na casa de um deles, disse que era ensaio de uma banda de rock, e a gente retrucou no inicio, mas logo aceitamos o convite. Não lembro o horário exatamente, mas nunca chegávamos depois dass 19h, pois Keysa tinha que ir para Igreja com a família. A principio senti um pouco de medo, bateu uma angústia repentina, sabe?!
Mas a gente foi, mesmo assim. Eu lembro bem, era uma casa na esquina, de dois andares, só se ouvia o som da bateria, e parecia mais um show de rock pela quantidade de gente estranha na porta. Embora a maioria das pessoas soubessem de nós, não existe roqueiro simpático, e mesmo que soltássemos o mais agradável dos sorrisos, talvez fosse até motivo de chacota. Então ficamos ali, no ponto neutro da situação, aguardando orientação, ou atenção de algum cara esquisito. Ficamos sozinhas na maior parte do tempo. Até aparecer um tal de... Acho melhor não citar nomes!! Enfim, apareceu o cara mais simpático, o único simpático naquele lugar cheio de gente fechada. E diferente dos roqueiros - tradicionais roqueiros - ele não usava preto, nem calça rasgada, e também não era tão novo quanto a maioria, mas ele se dava bem com todo mundo, e tirava sorrisos das pessoas, era divertido, fumava um cigarro, e tomava uma coisa forte ao mesmo tempo. Foi o único a falar com a gente, e nos deu orientação (a gente precisava disso).
Bom, pra falar a verdade era como se eu estivesse vivendo um daqueles documentários sobre a vida de um drogado. O prédio era horrível, a escada era suja, fedia a mijo, a tudo que é porcaria, aquilo tudo fedia a irresponsabilidade. Por um momento eu pude entender que ficava sério a cada degrau que eu subia. Ele sempre atencioso com as pessoas, olhava pra gente, conversava, e eu de alguma maneira me sentia segura com aquele homem, protegida. E pelos cantos da escada... Nossa, aquilo sim, era sujo. Casais esquisitos se beijavam como se não fossem vistos, mulheres sem pudor, que nos olhavam dos pés a cabeça, como se aquilo fosse ameaçador pra elas. Nós, aquele homem, subindo aquelas escadas. Aquilo era de fato ameaçador.
Acreditem, foi só o primeiro de muitos outros ensaios. E não vou negar que foi divertido, foi diferente, e nos dava uma sensação estranha de liberdade, e medo. Era bom, ao mesmo tempo angustiante. Bom, a gente entendeu que não sabia bulhufas do que era rock'n roll, que aquilo ali era de verdade. Por todos os cantos, sentados por todos os lados, pessoas de todos os jeitos. Gente quieta, sozinha, de olho fechado, introspectiva, gente eufórica, mulher com cigarro entre os dedos, os músicos concentrados, como se aquilo fosse de verdade. Tá... Aquilo era de verdade!
Éramos as excluídas, as estranhas diante de tanta gente estranha. Éramos talvez as únicas a recusar bebida, e dizer; -Não, obrigada, eu não bebo! As únicas a "se fazer" do que não era, no lugar onde todos eram, e estávamos prestes a ser.
Chegamos em casa no horário, Keysa chegou a tempo de ir para igreja com a família, alegando que havia passado a tarde com a galera da escola, e eu pude dar outra desculpa esfarrapada pra minha mãe. E no começo foi sim, mas depois passamos a perder os horários, Keysa faltava a igreja, e tudo se complicou. Há muito tempo a gente não aparecia na escola, já tínhamos vários amigos na tribo, e conseguimos o respeito da maioria dele. Fizemos dos ensaios nossa rotina nos finais de semana . As pessoas que antes eram estranhas, já sorriam pra nós, e nos aceitavam, aquilo ficava divertido a cada dia, mesmo que sem bebida, cigarro, beijo ousado nas escadas. Fazíamos parte da parte divertida, e estávamos repleta de um sentimento estranho, que era bom, e ao mesmo tempo sem definição. Bom, não ia demorar muito pra acontecer. Um dia ofereceram bebida, e a gente aceitou. Bebemos um pouco, mas eu ainda detestava bebida. Não entendia como aquelas pessoas tomavam aquilo o tempo todo, era ruim, amargo, ardia a garganta; Como alguém pode se auto flagelar desse jeito??!! Isso é horrivel! E sem falar no mal cheiro, que é insuportável. Mas também não demorou muito para que eu me acostumasse. O tempo "curou" isso também. Nunca gostei de qualquer tipo de bebida alcoólica, mas sempre segurava um copo pra não ficar totalmente por fora, dava umas bicadas de vez em quando, e enrolava até a hora de ir embora. Bom, até o dia em que Keysa resolveu provar o amargo na garganta de verdade. Segurou dezenas de copos durante o tempo em que ficamos lá, perdeu o controle, e eu de mãos atadas sem saber o que fazer, quando percebi já era tarde demais. Eu não ficava mais o tempo todo com ela, a gente já tinha liberdade pra sair e conversar com quem quisesse. Deu 19h, e ela já não se importava com a igreja, com a familia, e com o nosso contrato de "responsabilidade". A única coisa que ainda fazia algum sentido, era aquela conversa que só ela falava, e as pessoas riam. Perdeu a noção de tudo, e não parou mais de amargar a garganta, até que... Seu primeiro porre, da pior maneira possível, cheia de preocupação, e arrependimento. O homem simpático levou Keysa pra casa dele, chamou a mãe, e pediu ajuda. A mãe dele, indignada, porém gentil, e atenciosa. Abriu sua casa às tantas da madrugada, e nos acolheu, sem se importar com nossa procedência, sem se importar com nada. Agarrou Keysa pelos braços, arrumou uma cama, e cuidou dela, deu banho, e esperou ela melhorar. E aquilo tudo estava ali, diante da minha realidade. Aquela mulher, que era um anjo, aquele homem, que era estranho.
É... Antes eu tivesse tomado todas também, não teria tanta responsabilidade agora. Mas eu era a porta voz daquilo tudo. Como eu ia chegar em casa, e contar tudo pra mãe de Keysa?!
Eu não sabia. Muito menos o que dizer para os meus pais, que a essa altura do campeonato já tinham chamado a policia. E, não era pra menos... Aquele episódio foi o fim!
Keysa foi obrigada a trocar de escola, depois de um acordo entre nossos pais. E eu agora, era vigiada 24 horas por dia, sem direito a descanso. Mesmo assim não acompanhava mais os assuntos na sala de aula, não conseguia fazer amizade com ninguém, nem meus antigos colegas, que eram do mesmo grupo, e que só tirávamos notas boas... Nem esses, ninguém mais me queria por perto. E meu rendimento continuava péssimo. O tempo foi passando, e eu conheci outra menina na sala, que também era assim, feito eu, excluída. Então fizemos amizade, e passei a recuperar as notas. Voltei as boas com a sala inteira.
Um dia, quando eu estava indo pra casa, cruzei o caminho de Keysa, e a mãe. Eu notei que ela fez um sinal com os olhos, mas não deu pra entender. Depois vi um papel cair no chão, ela olhou pra trás, e depois pro papel, e fez sinal que era pra mim. Era tudo que eu não queria. Até pensei de não voltar pra buscar, pensei em deixar lá, e nunca saber o que tinha escrito. Mas eu fui, li, e era um plano para que pudéssemos conversar. Até que deu certo!
Passamos a nos falar depois da aula. E não demorou para que voltássemos a sair. Dessa vez, além de nós, a menina da minha sala, Ana Paula. A caminho de uma dessas saidas, encontrei um amigo de meia infância, que há muito tempo não o via, e Keysa nem o conhecia ainda. Notei que ele estava nessa de curtir um rock também. Camisa preta, não tirava o cigarro da boca enquanto conversávamos, trocamos algumas palavras, e ele saiu. O nome dele... George, tinha 18 anos, e um belo par de olhos verdes. E ele quem será o grande amor da vida de Keysa daqui pra frente. Adivinha só quem planejava as saidas as escondidas? Dou um doce pra quem acertar! Se já não bastava estarmos proibida de falar, Keysa estava proibida de namorar George também. Bom, assim como as coisas não demoram para acontecer aqui... A mãe de Keysa chegou ao ponto de aceitar o namoro deles, e até nossa amizade. Mas com uma condição; George freqüentaria a igreja, e a gente só se encontrava na minha casa, ou na casa dela. Foi o que fizemos, e George aceitou a condição de ir a igreja. Parou de usar camisa preta, arrumou um emprego com o tio, e eu me recuperava na escola. Isso porque eu já estava namorando, perdidamente apaixonada, e ele foi pedir ao meu pai para namorar comigo. Lembra do homem simpático, do prédio? Então, era ele! Meu pai, evidentemente não deixou, mas prometeu que eu poderia namorar se passasse de ano. O meu pai sugeriu isso, mas acreditava que seria impossível eu passar de ano, pois detestou a ideia de ter a filha namorando um roqueiro, ainda por cima bem mais velho. Mesmo assim ainda ficávamos as escondidas, ele detestava, mas se arriscava por mim. Era tão inteligente, compreensivo, eu o adorava, mas antes de terminar o ano, eu não quis mais, e terminei. Vai entender... Meninas de 16 anos tem o poder de deixar os homens apaixonados! Bom enquanto isso, Keysa se dava super bem com George, e dos dois nasceu um tipo de amor que nunca vi antes. Um amor diferente de todos que já vi, uma coisa que ninguém soube explicar até hoje. Era singelo, doce, era meigo, e ao mesmo tempo malicioso. Eu não sei o que era. Parecia mágico. Tem uma cena que nunca vou esquecer, no aniversário de George - eles ainda estavam namorando as escondidas - a gente dividia um guarda chuva pequeno, quase sem espaço, a chuva só aumentava, e o espaço ficava cada vez menor. Eu corri pra me proteger da chuva, mas eles soltaram o guarda chuva, se abraçaram, e ficaram ali. Aquela imagem congelou. Era como se tivesse uma luz entre eles, era coisa de DEUS. É inexplicável. Parece uma coisa idiota, os dois abraçados na chuva... O que tem de mais nisso né?! Mas havia alguma coisa que fugia desse mundo. Não parecia de verdade! Até a mãe dela, se surgisse naquele momento, furiosa, era capaz de amolecer o coração, e ficar ali assistindo, estática!
Bom, o texto ta ficando enorme. Deixa eu terminar logo...
Eu odeio lembrar esse fim. Mas já que comecei... Bom, Keysa brigou com George, por algum motivo que eu não lembro. E ele, por algum outro motivo, se sentiu na obrigação de ir a uma festa de rock com os amigos, talvez descarregar toda a sua raiva, e amargura. Arrumou uma briga lá, e foi preso. Até hoje ninguém entende como a mãe de Keysa soube disso, mas tomou uma decisão. Decidiu que ia embora com a familia, pra São Paulo. Decidiu se ver livre de tanta preocupação. Então, Keysa procurou George, e terminou tudo com ele. Ele me procurou antes do natal, e disse que não sabia o que fazer, já que não tinha mais nada na vida, havia perdido tudo, inclusive Keysa, que era a unica coisa que ainda fazia algum sentido. Madrugada do dia 24 de dezembro, natal, eu procurei George por todas as pracinhas, por todas as casas de amigos, por todos os cantos, e nada. Talvez estivesse em casa, com a familia. Mas um dos amigos disse que havia encontrado o pai dele bebado, num boteco. Ele não era a pessoa mais comunicativa, mas gostava de brincar, e ficar perto dos amigos, gostava de conversar, contas bobagens, falar de Keysa. Gostava de viver! Bom passou-se o natal, George não apareceu em nenhuma pracinha, não apareceu aqui em casa, não apareceu na casa de Keysa, e não apareceu na casa de ninguém.
Mais ou menos 09:00h da manhã do dia 25 de dezembro, não sei bem como descrever o que isso significou pra mim. Não sei como contar o pior dia da minha vida. Não sei de que jeito dizer que o grito de Keysa, ajoelhada na minha porta, foi a pior coisa que já escutei na minha vida inteira. Ela chorava igual criança, gritava feito uma mãe desesperada quando perde um filho, ela sentia a dor de quem perdeu o amor da pior maneira possível. Ela não precisou me contar nada, assim que olhou pra mim, em prantos, eu pude sentir. George se matou!
Meu post termina aqui, meu rosto está molhado agora, e eu odeio lembrar disso. Odeio! Talvez esse post esteja agora entre as centenas de rascunhos...
George foi uma peça importante em minha vida. Não gosto de lembrar dele, e assimilar ao papel de um adolescente desorientado e deprimido. Eu costumo lembrar do menino tímido, que gostava de bater um papo inteligente, que colecionava cd's, e ouvia as pessoas. O menino de 19 anos que amou, e esqueceu de viver. Aquele que cantava desafinado as musicas preferidas de Raul Seixas, que ainda escrevia cartas. O meu melhor amigo, que levou com ele boa parte dos meus segredos.
Não, meu post não termina aqui. George não sabe, nem nunca vai saber. Mas pra uma menina de 16 anos, isso não foi nada fácil. E eu passei muito tempo até me recuperar, busquei tirar o amargo que havia deixado em minha vida, esquecer de todas as angustias, de todo o mal que isso me fez. E consegui!
Dois dias depois, Keysa viajou, e eu fiquei aqui, sem chão. Não por muito tempo! Peguei uma mochila, arrumei umas coisas dentro, e não sei com que intenção, mas fugi de casa, e corri todos os perigos que uma menina de 16 anos pode correr. Foram os mais estranhos sete dias da minha vida. Caminhei pela praia durante dias, dias e noites, até cansar... Peguei carona com gente esquisita, senti fome, frio, e todas as sensações que alguém pode ter se estiver vivo. Bom, também não demorei mais que sete dias. Meus pais já tinham acionado a policia do meu desaparecimento. Eles trataram de me encontrar, e me levaram de volta pra casa...
Até hoje eu me pergunto; Por que DEUS sabe ser tão generoso comigo?! Não me tirou de vista um minuto, o tempo todo comigo. Atendeu minha vontade, de desaparecer, mesmo eu estando absurdamente errada. Me protegeu, e não deixou que nada de mal me acontecesse!!


Fim!

30 de julho de 2010

Obras do Todo Poderoso?

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Sim, sim, só pode ser obra de Deus mesmo! Não existe coincidência no mundo que seja capaz de fazer conhecer uma pessoa tão gentil e de beleza imensurável!
Coincidência, destino, acaso, predestinação...
Eu ainda não sei como chamar, a forma como nos conhecemos, chega a ser um tanto engraçado! Rsrsrs
Eu não costumo adicionar no msn pessoas que não conheço, e vc não aceita ninguém que não saiba a procedência...
Más, o que me atraiu até o seu blog? E o que Fez vc me aceitar achando que eu era outra pessoa? Não sei.. só sei que foi assim! =p
Como deixei de ser um simples bisbilhoteiro do seu blog e hoje faço até postagem dele? Tbm não sei.. hahaha
Não sei como em tão pouco tempo fizemos tamanha amizade...
Compartilhamos nosso dia, lembramos do outro quando vamos a seu bairro, sentimos a falta no MSN quando o outro não está e até participamos do sonho ( por essa eu não esperava).. e ainda mais... nos permitimos fazer invasão em Orkut e postes em blog um do outro! Haushauhsuh
Espero que esse nosso carinho e amizade durem por muuuuitos anos! =)
Adoooooru vc !

Emerson Soares

5 de julho de 2010

Quando me amei de verdade...

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Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

Kim McMillen.

2 de julho de 2010

A copa do mundo é nossa...

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Pra quem não sabe, eu sou botafoguense de beerço!
Painho torce botafogo desde pequenininho, mãinha simpatiza, e irmão ama de coração. Eu não gosto de futebol. Nunca gostei. Se não fosse pela familia, eu nem teria time pra torcer. Não sei o que são campeonatos estaduais, nem sul-americanos. Pra falar a verdade, nem tenho vontade de aprender.
Engraçado que em época de copa do mundo, tudo muda radicalmente. Em apenas um dia de jogo eu aprendo todas as regrinhas básicas do futebol... Tipo, o que é um impedimento, ou quando a gente entende que tem motivo suficiente para chingar o juiz. Eu acompanho passo a passo de cada jogador. Sério!
Visto o tradicional verdinho e amarelo, decoro os nomes dos jogadores, grito com a bola na trave (óóó.. quase), e torço, torço muuuito. A gente entende o quanto é importante viver isso, embora saibamos que futebol é só mais uma industria cheia de esquemas sujos como qualquer outra... Mesmo assim, preferimos agir com a inocência de uma criança que só espera a bola vibrar na rede. Que acredita que a bola nos pés do Robinho, e na mão do Julio Cézar vai salvar nosso dia... Eu não torço pelo "futebol", e nem pelos titulos, nada disso! Torço por amor mesmo, por harmonia. Copa do mundo é um momento de união! Já repararam que as pessoas se abraçam quando o time faz um gol? Pessoas que nunca se viram comemoram juntas, claro que a cerveja tem grande participação nisso, mas não importa.. E é só por orgulho de ser torcedor, pois a gente sabe que o nosso pais é bom (muito bom) em alguma coisa!


- É GOL, É GOL, É GOL... Goooool dooo.. Brasil sil sil...

Viva a copa do mundo!!! Ê!

30 de junho de 2010

Dia péssimo!

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Você acorda numa genuina quarta feira, agradece a DEUS por mais um dia, percebe que está viva, com saúde, beleza e inteligência, e cada minuto respirando é só mais uma razão para vencer todos os obstáculos. Você, enfim, faz todas as coisas repetidas do dia-a-dia; levanta da cama, toma banho, escova os dentes, usa a fardinha da empresa que você tanto ama, tira a moto da garagem, e se manda por aí, rezando, pelo amor de deus, para que o seu dia seja produtivo.
E para não ter outro dia normal, igualzinho aos outros, você resolve mudar para tentar se sentir melhor, importante, e bem mais viva. Então aprendi que devemos doar um pouco de gentileza, todos os dias. É preciso ouvir quem menos valorizamos, todo mundo tem um sonho guardado, uma vontade escondida, e isso merece ser respeitado. Um dia, deixa quem menos você confia te ensinar a viver, contar uma mentira. Seja a primeira a parar na faixa de pedestre, ajude os idosos, escute-os. Eu descobri o quanto é bom chegar em casa depois de ter dado boa tarde ao varredor de rua, depois de ter oferecido o meu lugar no ônibus. Essas coisas tem tanta importância, faz tanto sentido.
A gente faz de conta que a vida se resume em oito horas do dia, em que rotulamos de horário comercial. Negociamos nossas horas, dias, meses, anos, nosso tempo, nossas vidas... E o resultado disso é o estresse, a fadiga, o corre corre, exaustão, estafa... Custa, dois minutos de gentileza?
O meu dia não teve gentileza, portanto tive um dia péssimo!
Mas serviu para que eu entendesse a importância da palavra. O quanto faz mal a nossa saúde uma palavrinha mal colocada, fere tanto, dói, machuca... Causa danos irreparáveis!
Serviu para que eu entendesse o valor de ser gentil, e de tratar as pessoas com importância.
Não posso escrever aqui a vontade de gritar que eu tive quando meu patrão, depois de oito meses de trabalho, mostrou minha carteira assinada com 10 dias. E sem achar aquilo no minimo ridículo, ele abriu um sorrisão amarelo, e me devolveu a carteira cheio de autoridade, certamente me considerando alguém capaz de suportar qualquer tipo coisa para não perder o emprego. Chefe tem mania de pensar que todo subordinado é imbecil.
Veio com um montão de documentos para eu assinar, convicto de que eu estaria de acordo com tudo que ele dissesse, afinal de contas, ele é o chefão né minha gente?! Eu dependo dele para comer todos os dias! (hahahaha)
Pra fechar com chave de ouro, estou sendo tolerada. Foi isso que ele me disse, com todas as letras, to-le-ra-da. Em outras palavras, eu sou uma cólica para o meu patrão!
(kakaka ¬¬)
Gente, fala aí, eu preciso dizer mais alguma coisa?
Eu é que já estou no ponto culminante da minha tolerância, da minha paciência!
Eu pensei no fato de DEUS ter sido generoso comigo, pois já que não nos falamos tanto, ELE resolveu mandar recado. Tipo, ELE sabe o quanto é importante pra mim, estudar e arrumar alguma coisa melhor, ELE sabe!
E sabe da maior?
Eu, com toda essa coragem, e pose de gente grande, pedi a demissão!! Porém, foi em vão, ele não levou a serio, e também me faltou coragem pra desafiar. Sou muita fraca mesmo.
Não! Mas espera... Vocês sabem quais são os direitos do funcionário que pede demissão? (melhor nem saber). Mesmo que, o patrãozinho tenha agido assim, ele prometeu idenizar os meses não efetivados. Tudo bem, até aí! Acontece que, na cabeça dele eu não tenho direito ao seguro desemprego, ou seja, perdi quatro parcelas do seguro. Me segura DEUS, vou desmaiar.
Ele não me deve somente oito meses de trabalho, deve os oito meses da minha vida que foram empregados ali, deve o tempo perdido. Dívida essa, que é de um valor incalculável.
Dias melhores virão, com fé em DEUS.

Li, pela segunda vez consecutiva, o pequeno principe. Recomendo!
É um ótimo livrinho de cabeceira!!


"Que quer dizer 'cativar'?"
"É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
(O Pequeno Príncipe - Exupéry)


Beijos,
Em constante mutação!

=*

27 de junho de 2010

Vamos viver tudo que há pra viver...

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Não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir!


CARTA AO BLOG
Querido,
desse lado de cá está tudo bem. Chegamos ao meio do ano e eu não posso pensar em outra coisa senão no fato de eu estar ficando doida, pois tenho constantemente acordado de madrugada com rosto molhado, pelos meus sonhos em que passo no vestibular e quase morro de chorar de alegria.
Minha realidade é um pesadelo que está me consumindo. Esse ano não estudei uma hora por dia (e olhe lá se estudei uma hora nesses seis meses). Acontece que nada me faz voltar a ter a concentração que eu tinha antes. Essa vida de trabalhadora, é um atraso, nao dá (^^)
Acho que o papo de que a gente cansa, é verdade - eu deveria ter escutado isso antes. E pra acabar de completar, o que eu conquistei, nao sei se tem me deixado feliz ou triste, só sei que tudo está finalmente chegando no fim, e nao me causou sentimento nenhum. Estamos em julho, pooorra! (desculpa)
Tomei uma decisão ontem, no auge do meu desespero.
Apesar de que, decisão so é mesmo decisão, quando a gente dá o primeiro passo.
E eu permaneço estática nesse pesadelo...

Em relação ao trabalho, vou lhe ser sincera, blog mio, nao estou suficiente satisfeita. Mas o motivo é esse mesmo, ando um tanto mutante, afim de mudar o rumo das coisas.
Não vou dizer que esses seis meses foram péssimos, porque de fato não foram! Me afastei de alguns pseudo-amigos, que de alguma maneira ajudaram a congelar minha vida (gentinha sem perspectiva). A propósito, ganhei alguns amigos de presente também. Diria que muitos colegas, mas alguns especiais. E eu fico feliz por saber que aonde quer que a gente vá, sempre tem alguém que se pode contar.

No mais, continua tudo na mesma. Eu sigo carregando uma mala cheia de sonhos (isso vc já está cansado de saber), fico aqui contando os dias pra liberdade, e morrendo de vontade de viver a vida, de verdade.
Continuo por aqui, mas não sei até quando. A intenção é de me dedicar 100% aos estudos de agora em diante. E pra isso, talvez eu tenha que abdicar de algumas mordomias.

Vai ser dificil , eu sei! Mas nada que uma mulher bem disciplinada não consiga.
Agora, preciso ir. Espero que um dia, eu venha contar o meu primeiro dia de aula na UESC!
Com carinho,
Raisa... Mamed!


Em constante mutaçao =*

23 de junho de 2010

O pouco que me resta de hoje... =(

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Por que a gente perde as pessoas?
Por que as pessoas vão embora?
Definitivamente, ou temporariamente, seja lá como for!
Mãinha ia embora quando me deixava entre as grades da escolinha. Os melhores, e mais divertidos amigos iam embora da minha casa quando dava 22h. Alguns foram embora da minha vida quando deixamos o colégio, depois os que ficaram que ainda me deixam, e os que viajaram, sumiram, e aqueles que de alguma forma desapareceram completamente da minha vida. Quando eu era criança, morria de medo de ficar sozinha no escuro, me sentia desprotegida, e sentia falta das mãozinhas da minha mãe. Hoje eu ainda sinto falta das pessoas, e tenho medo de ficar só! Sou dependente de alguém sempre, odeio me sentir desprotegida! Talvez pelo fato de estar pela metade, ou sei lá o quê.
Por que será que a gente depende tanto das pessoas?
Por que a gente não se sente bem sozinho?
Ultimamente tenho sentido falta de pessoas ao meu lado de verdade, mesmo estando entre 10, 20 pessoas... Tenho 19 anos, não viajei para muitos lugares, nunca sai do pais, acho que nem viajei pra lugar nenhum, não conheci todas as culturas, nem estudei o bastante para me considerar intelectual. Mas creio que, com o tempo, tenho parado de morrer pelas coisas que passam, e que eu aprendi que até podem parecer eternas, mas não são. Nada é! Estou deixando de acreditar em pessoas, plenamente! Parei de acreditar em fantasias, e principe encantado, em fidelidade, larguei de mão toda essa confiança infantil. Ainda tenho medo de ficar só, mas estou ficando um pouquinho melhor naquilo que eu chamo de amadurecimento. Tenho aceitado isso da melhor maneira possível... Sem muita decepção!!

Em constante mutação!!

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